Saí como quem ia a lugar algum pela noite e por isso, topava todas.
Primeiro, convidado por duas amigas, deixei os lençois e a tevê e fui a um aniversário de quem nem conhecia. Elas, uma de cada lado da mesa, sumiam e reapareciam me deixando só com toda aquela gente que fui tratando de conhecer ali, na cara dura. Mas, como sei que água mole em pedra dura funciona, tratei logo de pedir uma caipirinha pra começar... Eram várias moças, todas lésbicas, a maioria bem simpática - destacando aqui a figura gordinha (a la Eliana Kertesz) conhecida por
AMBÍGUA. Pode? - e um rapaz, o Lucas. Gay, bonitinho. Vintepoucos anos, estudante de comunicação. Mas mais peludo e barbável do que eu, com aquela pele grossa no rosto e uma eterna sombra de barba que faz parecer 17 horas desde as 7 da manhã. Sei que é uma merda essa minha besteira de me importar com esses detalhes, mas ainda não sei o que fazer com isso, então nem venha com juízo de valor, já sei que quem perde sou eu.
Saí de lá, já por volta de 1:30 da madruga, pensando que ia dormir. Mas, passando por aquele bar no Rio Vermelho, dei com um amigo do meu ex... e tive que parar para conversar. Foi mto bom. Lavei um tanto do peso nos ombros, ficamos de marcar um evento com os amigos. Tomara que role. Ele se despediu e, quando pensei que minha noite tinha acabado, encontro outra face do passado. Daquele tempo em que nem mesmo eu sabia de mim. Sentamos, novamente, e conversamos até perder a hora... Rasguei máscaras e falamos de tudo. De frustrações sociais e sexuais, de surpresas e desencontros, da garotada ainda quase adolescente que já assume numa boa (e tantos desses que eu conheci guris), de padrões e hipocrisias, de vícios, de comportamentos e muito mais... Falamos tanto que só percebemos o tanto na hora de ir embora e checar o relógio... 4 e meia da manhã.
Voltei para casa cansado e dormi satisfeito com minha noitada, sentindo-me como sente quem foi a lugar algum e lá era muito legal.