terça-feira, 7 de agosto de 2007

Crise de GAZES.


Tem horas do dia em certos dias de uma ou outra semana perdida num desses meses quaisquer em que sinto a melancolia se aproximar...

Ela chega sem avisar e, de pronto, instala-se ao meu lado feito múmia enrolada em gazes sujas.


E eu, que andava bem, sem medo de nada, fico assim... com vontade de me enfiar num sarcófago e dormir por 4 mil anos

Bulimia.


Acho que estou bulímico.


Ando me devorando aos pedaços e botando tudo pra fora, depois.


Pior é o gosto amargo que fica na boca.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Não quero me repetir, dizer o que já disse antes.

Não quero me repetir, dizer o que já disse antes.

Não quero me repetir, dizer o que já disse antes.

Não quero me repetir, dizer o que já disse antes.

Não quero me repetir, dizer o que já disse antes.

Não quero me repetir, dizer o que já disse antes.

E por aí vai.

Noite em Lugar Algum.

Saí como quem ia a lugar algum pela noite e por isso, topava todas.

Primeiro, convidado por duas amigas, deixei os lençois e a tevê e fui a um aniversário de quem nem conhecia. Elas, uma de cada lado da mesa, sumiam e reapareciam me deixando só com toda aquela gente que fui tratando de conhecer ali, na cara dura. Mas, como sei que água mole em pedra dura funciona, tratei logo de pedir uma caipirinha pra começar... Eram várias moças, todas lésbicas, a maioria bem simpática - destacando aqui a figura gordinha (a la Eliana Kertesz) conhecida por AMBÍGUA. Pode? - e um rapaz, o Lucas. Gay, bonitinho. Vintepoucos anos, estudante de comunicação. Mas mais peludo e barbável do que eu, com aquela pele grossa no rosto e uma eterna sombra de barba que faz parecer 17 horas desde as 7 da manhã. Sei que é uma merda essa minha besteira de me importar com esses detalhes, mas ainda não sei o que fazer com isso, então nem venha com juízo de valor, já sei que quem perde sou eu.

Saí de lá, já por volta de 1:30 da madruga, pensando que ia dormir. Mas, passando por aquele bar no Rio Vermelho, dei com um amigo do meu ex... e tive que parar para conversar. Foi mto bom. Lavei um tanto do peso nos ombros, ficamos de marcar um evento com os amigos. Tomara que role. Ele se despediu e, quando pensei que minha noite tinha acabado, encontro outra face do passado. Daquele tempo em que nem mesmo eu sabia de mim. Sentamos, novamente, e conversamos até perder a hora... Rasguei máscaras e falamos de tudo. De frustrações sociais e sexuais, de surpresas e desencontros, da garotada ainda quase adolescente que já assume numa boa (e tantos desses que eu conheci guris), de padrões e hipocrisias, de vícios, de comportamentos e muito mais... Falamos tanto que só percebemos o tanto na hora de ir embora e checar o relógio... 4 e meia da manhã.

Voltei para casa cansado e dormi satisfeito com minha noitada, sentindo-me como sente quem foi a lugar algum e lá era muito legal.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Incoerência.

Quanto mais vazio o peito, mais apertado sinto meu coração.
Fazer o quê?

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Má Educação.


Hoje comprei Almodóvar.


Sou um consumidor compulsivo. Seletivo compulsivo mas nem por isso menos perigoso e viciado. Agora dei de colecionar dvds... Meus outros vícios ficaram mais distantes e inventei agora de, toda semana, fazer uma ou mais visitas à minha loja preferida de tais lanches culturais e deixar lá um tanto do meu juízo, além de muitos reais.


Hoje comprei o box do Almodóvar (Volver, Fale com Ela, Tudo Sobre Minha Mãe e Má Educação) que devo devorar em uma ou duas mordidas na frente da tv. E depois? Mais Jornada nas Estrelas, mais mortos-vivos do Romero, mais seja lá o que for. Ai, meu pai. Estou viciado!

terça-feira, 31 de julho de 2007

Eu, meus livros, quadrinhos e dvds.

Estou morando só, desde fevereiro.

Correção: Estamos morando sós, desde fevereiro: Eu, meus livros, quadrinhos e dvds. A gente divide o apartamento alugado com algumas portas e janelas e paredes. As portas são muito educadas, nos deixam sempre passar primeiro; as janelas tomam conta da vida de todo mundo, mas olham muito por nós, também; mas as paredes, além de duras, muitas vezes são frias demais.

Olho pela janela e a avenida movimentada pergunta por que eu não saio. Quase respondo, mas ela não fala comigo, conversa com a janela, que responde sem titubear sobre a vida de quem lhe abre e fecha todos os dias : "Não sei, deve estar esperando o tempo passar."

Com o tempo, espero aprender a viver. E enquanto isso, eu fico aqui recostado numa parede fria digitando abobrinhas e pensando nas coisas da rua. Eu, não, corrijo: Eu, meus livros, quadrinhos e dvds.

Tô precisando sair...

O Retorno.

Voltei.

Depois de viajar por 12 galáxias nem tão conhecidas assim, estou de volta. Nada é como antes e, ao mesmo tempo, estranho ao ver como tudo é igual... Os mesmos amigos, os mesmos vilões, a mesma kryptonita e o mesmo sol...

Mas estou mais forte.

Que venham os robôs gigantes, os cientistas malucos, as invasões alienígenas!